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Assinatura de Gilberto Freyre
Artigos : Imprensa  



A "HISTORIA DA CIVILIZAÇÃO" DO SR. OLIVEIRA LIMA


O Sr. Oliveira Lima, que de pedagogo não possue cousa nenhuma - nem o ar, nem a mania de convencer, nem o frack sovado, nem o dedo index em riste - acaba de surprehender-nos com um livro, pedagogico: "Historia da Civilisação - Traços Geraes". Volume de setecentas e onze paginas, foi impresso com cuidado e arte. Illustra-o uma fartura de boas estampa e mappas a côr. A encadernação é que foi pessima.

Nos vagares recentes da quaresma estudei com interesse o livro do Sr. Oliveira Lima. Tive então ensejo de o cotejar com outros trabalhos do genero, apparecidos ultimamente em inglez: o do falado Sr. Wells ( The Outline of History) e do Sr. Hendrilk Willelm Van Loon ( The Story of Mankind). O confronto reflecte honra sobre o trabalho do Sr. Oliveira Lima. Haverá talvez maior relevo de acção nas paginas, ora quase carlyleanas, ora em puro estylo Julio Verne, do aventuroso Wells. E há decididamente mais frescor no livro de Van Loon. Mais a ambos excede o do brasileiro no poder de simplificação do material. Neste sentido o livro do Sr. Oliveira Lima parece Ter alguma cousa de milagroso. Um milagre d'arte. E'pena que esteja escripto em portuguez, o que equivale a dizer - para usar - a phrase do mestre Brandes a respeito da lingua dinamarqueza - "escripto em areia".

Cotejado com os quatro ou cinco compendios de historia universal que existem em portuguez - Raposo Botelho & Compara os factos do significação social ou, si quizerem, sociologica, mais o interessam que o puro recordar de incidentes dynasticos e militares. Faz-se aqui manifesta a influencia da litteratura historiaca da Allemanha sobre o Sr. Oliveira Lima.

Si é verdade que Voltaire, no seu "Essai sur les Moeurs", desvirginou o campo da historia conscientemente social - porque inconscientimente já existia nos relatos do pae Herodoto e no Velho Testamonto - foram os allemães os primeiros a definitivamente estabelecer a idea e o methodo que o nome de Kulturgeschichle especifica. Basta lembrar os fortes estudos de Winckermann e de Justus Moser. Hoje, na Allemanha como na Inglaterra, na Italia, na Russia, nos Estados Unidos e um pouco em toda a parte, continuam o methodo e a idéa da historia social a revelar, de victoria em victoria, aspectos novos erelações despercebidas no desenvolvimento humano. O sr. Oliveira Lima applicou-o ao passado do Brasil em "Pernambuco", no estudo da litteratura colonial e, com maior relevo, em "Dom João VI no Brasil" - obra prima da litteratura historica em portuguez, talvez a única escripta por brasileiro, digna de figurar ao lado das producções de Herculano e Oliveira Martins.

Creio que o reparo mais desfavoravel que se possa fazer ao recente livro do Sr. Oliveira Lima é logar subalterno que, na hierarchia de factos dá o auctor ao elemento economico. Aliás este reparo, que lhe fiz em carta, acceita-o Sr. Oliveira Lima; apenas o justifica, ou antes o explica, com a escassez de espaço. Dada, porém, a limitação de espaço, o material a sacrifica deveria sr outro, não o economico.

E' verdade que a tendencia do dia é o exaggero do factor physico-economico. Já passa a mania, nevrose, doença o methodo de explicar o mais complexo problema historico, como pura questão de saccos de assucar ou de poços de petroleo. Não falta gente mais papista que o papa; não faltam marxistas que o são mais que o pápá Karl . há do Professor Seligman, da Universidade de Columbia, excellente estudo sobre a theoria de materialismo historico que elle prefere intitular de "interpretação economica da historia". Traduz ahi o auctor, duma carta de Engels, o mais intimo ecollaborador de Marx, o trecho que procurei verter ao protuguez: "A condição economica é base, porém os varios elementos da superstructura - as fórmas politicas que assumem os conflictos de classes e seu resultado, as constituições - as formas legaes, e tambem todos os pontos de vista politicos, juridicos, philosophicos, religiosos... todos estes elementos excercem tinfluencia sobre o desenvolvimento das luctas historicas deternhia - assume o do Sr. Oliveira Lima relevos cathedralescos. Menos poeticamente: dá a idéa dum Rolls Royce cahido de repente entre carros de boi. Vem supprir na literratura pedagogica do Brasil, falta notave. E suppril-a triumphalmente. Fazer estudar a mocidade do Brasil e de Portugal o compendio de Botelho ou o de Moreira Pinto ou o doutro qualquer lambão é, agora, duplo peccado: de commissão e de omissão.

Referi-me ao poder de simplificação que o sr. Oiveira Lima revela. Parece-me o forte do auctor de "Dom João VI no Brasil". A massa, o peso, repetição sempre lhe repugnaram ao espirito, amigo da harmoria e da simplicidade. Surprehende o muito de material que, na "Historia", entre setecentas, e tantas paginas, conseguiu sandwichar o autctor. Vê-se que o livro resulta de leituras enormes. Mas, ai de nós, etudantes, si o Sr. Oliveira Lima não possuisse a arte anatoleana de simplificar Possue-a de cada genero de vida, de cada typoi de cultura - o egypcio o grego, o catholico-medieval - é a medulla que elle põe a nú; é na essencia que distilla; é a nota mais intima, mais viva, mais caracteristica que destaca. Assim dos persas informa pittorescamente o historiador que "primitivamente eram montannhezes simples, desprezando o luxo, abstensios, vivendo do espirito em boa parte, sem grande força intellectual creadora como os gregos, nem profunda inspiração religiosa como os hebreus, mas amigos da poesia e da arte e dispondo de uma fantasia animada e conceituosa... Soldados antes de tudo, pouquissimo fizeram no terreno das artes mechanicas e contentavam-se com que o centro politico de tão vastos dominios fosse tambem o emporio de variadissimas producções, vendo-se ao lado dos linhos de Egypto, os chales de Cachemira da India e as musselinas de Sardes na Lydia". Da capital do imperio dos Medas e dos Persas já informára que era "intinerante, pois a côrte costumava passava primavera em Susa, ia veranear nas montanhas da Media, em Ecbatana, e fazia de Babylonia a sua Riviera". Tudo isto está saborosamente dito. Há ahi precisão e côr. Livre da nevrose verbal que o Sr. Ruy Barbosa como no Sr. Coleho Netto chega á ser por vezes pathologica o sr. Oliveira Lima dá em meia pagina a synthese dum typo de cultura. Em alguns casos vae ao exaggero e, na ancia de economia ensardinha palavras. Noutros procura dizer quasi num só folego, numa sentença só, o que ficaria melhor em duas ou tres. Não poucas vezes, ao ler a "Historia", senti a tendencia de partir a meio sentenças. Liás o defeito é velho no Sr. Oliveira Lima: encontro-o em "Pernambuco" e seu duravel momento hisotorico" e em "Aspectos da litteratura colonial brasileira".

No dispor seu material revela o auctor da "Historia" que preciso não esquecer que no Brasil acreditaram nella Joaquim Nabuco, José Verissimo e o Sr. Ruy Barbosa.

No correr de sua narrativa leva-nos o Sr. Oliveira Lima á presença de grandes personagens. Destaca-lhes o caracter em notas ligeiras porém vivas e flagrantes. De Alexandre, por exemplo, informa que era "feito de contrastes, unindo a generosidade com a ferocidade, a temeridade com o senso de governo e a visão politica com a intemperança. Não havia pois na sua personalidade o simples appetitite de mando. Alem de incorporar territorios e arraster povos ao captiveiro, havia apreoccupação utilitaria de ligar terras e populações pelos laço de commercio; havia mesmo a intenção de hellenizar o mundo, dando-lhe leis communs, costumes communs e uma lingoa commum". Isto quanto a uma figura já meio legendaria, de volta de quem o historiador faz desapparecer nevoas de fantasia, apresenfando-a, tanto quanto possivel, na pura nudez humana. Porém, si a distancia muita vez poetisa de tal modo personagens historicos a ponto de os desfigurar, tambem os prejudica a proximidade. Por isto dizia Lemaitre que a critica dos contemporaneos era conversa... Vejamos, entretanto, como o Sr. Oliveira Lima retrata uma figura de hontem - historicamente ainda insepulta. E' um caso typico: Francisco Solano Lopez. De Lopez estamos fartos de caricaturas. Não há historiador brasileiro que o não caricature como si o dictador fôra um gnomo mau de conto da carochinha. Vem o Sr. Oliveira Lima e eleva Lpez ao seu tamanho natural. Saienta-lhe a "inexcedivel constancia". Rememora-lhe "a morte heroica", em Cerro Corá, onde o paragyayo recusou entregar a espada ao inimigo, "defendendo-se ainda depois de ferido". Excellente ensejo, aqui, de que se não aproveitou o auctor, para arrancar da cabeça do brasileiro Chico Diabo os louros dum heroismo officialisado ás pressas. Chico foi duma cobardia vergonhosa: bore uma creatura a sangrar, já ferida e prostrada, é que elle applicou, sua lança varando com morbida delicia as carnes flaccidas do coitado.

Mas não é só de, homens de acção que se occupa o historiador. Na sua obra de amplexidade cathedralesca tambem figuram as creaturas de imaginação creadora como Leonardo da Vinci, as de espirito critico como Bacon, Erasmo e Descartes, as de mente investigadora como Darwin e Pasteur.

Apresenta-se-ao estudanteo Sr. Oliveira Lima. Vae pegar o velho Socrater em flagrante, no jardim de Acadmus, onde o mestre ensinava, sob arvores, a discipulos attentos e encantados, que "ao culto do bello deve unir-se o do bem". Vae pegar Abelardo á sombra d'alguma cathedral onde o Bergson da escholastica parara para discursar a quatro ou cinco mil pessoa. Vae pegar o Dr. Thomaz de Aquino, entre arcadas medievaes, prominando-lhes a forma em alguns casos". Engels, como se deprehende desta confissão clara como agua, acceitava a influencia doutros factores, fóra o economico. E'provavel que assim pensasse Marx. Seus discipulos, porém, parecem dominados da mania de abrir as portas de tudo quanto é problema historico com uma só chave: o dito materialismo economico. Na litteratura dos Estados Unidos a mania, culminou numa obra de genio em que o auctor procura reduzir a Constituição da Republica a puro documento economico - o broquel das classes capitalisticas contra as operarias.

A similhantes excessos não succumbiu o dr. Oliveira Lima. Mas, si escapou a um extremo de opinião e de methodo, succumbiu a outro. Seu ivro raramente pões a nu a raiz economia de muita cousa bonita que passa por originaria do céo. Da organisaçãoeconomica dos gregos, dos hebreus dos romanos diz muito pouco. Passando em revista a historia da Europa no seculo XIX, seu interesse quasi inteiro se conventra n movimento liberal que produziu a democratisação das formas politicas. Não apresenta ao estudante a marcha ascendente do capitalismo que, desde o seculo XVI, começa affectar as phases todas da vida e da cultura europeas. E' de raspão em notas á ligeira, como quem não quer perder tempo como futilidades, que se occupa da reacção do socialismo contra o chamado liberalismo economico, do apparecimento de syndicatos e cooperativas, da dissolução das "guilds" medievaes. Num fugitivo topico sobre a liga de Manchester fal-a crer expressão de fraternidade humana, Fraternidade humana a lucta em volta da liga de Manchester foi pura fricção de interesses economicos; os da burguesia contra os da aristocracia territorial si redundou em beneficio dos pobres, o resultados foi indirecto. O que liga queria era deslocar para as mãos dos uzineiros, donos de fabricas e capitalistas a somma enorme de poder que a aristocracia territorial vinha monopolisando. Para isto era mister trombetear cousas idyllicas sobre fraternidade humana; fel-o a voz de John Bright, que alem de boa garganta possuia a solemnidade dos gestos - o puxar dos punhos da camisa e o erguer dramatico dos braços, em posturas de effeito. Perdeu o Sr. Oliveira Lima excellente occasião de apresentar ao estudante este vivo contraste: muito melhor tratados eram os escravos no Brasil, no meiado do seculo XIX, que os trabalhadores nas minas e fabricas de Inglaterra. Que conto da carochinha, a philantropia da bourgeoisie britannica Mas é temos ás affirmativas categorias que duas ou tres vezes faz o Sr. Oiveira Lima no seu livro. Uma é sesta: "A religião entre os persas iniciou-se, como as demais, pelo culto do fogo e dos astros, etc". Em assumptos de origens sociaes, mais do que em quaesquer outros, deve a gente guardar-se de exprimir opinião definitiva. O que se sabe dellas é mais que duvidoso. O sr. Oliveira Lima tem todo o direito de fazer-se echo duma theoria de origem de religião; mas não feno onde fundar seu direito de apresentar a mesma theoria, controvertida por autoridades em anthropologia, como facto. Qual a origem da religião ou das religiões Como se manifetou primeiro a religiosidade do homem. Ninguem o sabe. Para meu mestre, o Professor Giddings, começou no "mana" ou a idéa de forças contagiosas que o homem primitivo suppunha residir em certos objectos ou creaturas. Explica-o o Professor Giddings: "It, for so more often than not the mysterius power is referred to, can cause good or bad, luck; it can pollute; it can cause sickness and it can dill, or it can cleanse and heal; it is contagious, passing from object to object to object or from person to person, by contact". Em outras palavras, o "mana" do sociologo americano é da idéa que ainda hoje sobrevive nas crenças de sorte, boa ou má, e seu contagio - o que se conhece ahi no Brasil por "urucubaca". porém Giddings não apresenta a sua theoria em tom categorico. Estudante dos classicos gregos, hade Ter lido o seu Pyrrho... E elle adverte que o conhecimento que se possue de origens sociaes "is largely a scientific induction". Tichenou, no seu estudo "Primitive Beliefs", é mais radical .confessa humildemente que nada de certo se conhece da origem da religião. Diz elle: "Who or what were the first objects worshiped we do not know. Neither do we, now when worship began". Para o Professor Franz Boas areligião começou sob forma anthropomorphica, o homem primitivo considerando os elementos como "beings endowed with will power, and willing to belp man or thereatening to endanger him". Mas não limita o Professor Boas os elementos ao fogo e aos astros. Falo o Sr. Oliveira Lima . falo como si fora cousa certissima.

Outra affirmativa em tom categorico do Sr. Oliveira Lima: que o suffragio feminino já foi posto em pratica com felicidade nos Estados Unidos. Em primeiro logar é cedo para affirmar successo ou o fiasco do suffragio feminino em pratica. Pondo porem numa balança osresultados da curta experiencia - os beneficios numa concha e os maleficios noutra - estou que a dos maleficios pezaria mais. A acção do suffragio feminino tem sido duzindo a sabedoria ainda viva da "Summa Theologia". Depois a edade moderna, os expoentes doutro typo de cultura : Copernico, Luthero & C, Loyola, Erasmo, Shakspeare, Leibnitiz, Racine, Lope de Veja... É continúa o cortejo, atraves das paginas da "Historia", de grandes intellectuaes e de grandes artistas, até os de hoje, até esse admiravel Gerhar Haupfmann que um amigo meu viu há pouco numa taverna de Berlim esvasiando aos goles seu copo de cerveja. Que amplexidade, a desta obra Surprehende. Teria surprehendido ao proprio heroe de Eça, aquelle que "emquanto tirava do bolso a charuteira, construia uma synthese profunda sobre a guerra do Peloponeso" e de quem o Sr. Oliveira Lima me parece ás vezes a copia - uma das taes copias que a vida faz á arte, segundo Wilde... Noto entre os intellectuaes apenas duas omissões; e tão importantes que as não sei explicar; Giordano Bruno e Mendel. É possivel até que estejam n'alguem canto de pagina, onde escaparam traiçoeiramente aos meus olhos. Mas duvido. E como omittir Bruno e Mendel numa historia, por mais breve, que inclúa o que o Professor Robinson chama, em livro recente, "the mand in the making"? Ambos foram grandes revolucionarios intellectuaes. Giordano levou á Europa inteira a flamma pura de "Gil Eroic Furori". Quanto ao abbade Gregorio Mendel, suas experiencias em torno dos mysterios de hereditariedade, hão feito perder o prumo ao Darwinismo intransigente. Ogrande scientista catholico tem direito a figurar entre os homens que maior influencia exerceram sobre a sciencia nos ultimos annos. E sua influenciatende a crescer.

Há no livro do Sr. Oliveira espantosas affirmativas em tom categorico. São poucas felizmente. Porém quem fosse basear sobre ellas a psychologia do autor o haveria talvez de julgar um padre-mestre do typo de Monsenhor Pinto de Campos, com o ar zangado e cheio de sufficiencia. As opiniões definitivas... E' perigoso Ter opiniões definitivas. Perigoso, porém facil. E' mais facil formar uma opinião que fazer um laço de gravata. Não é o muito, porém, o pouco saber que faz proliferar opiniões deficerra a verdade numa opinião definitiva. A verdade anda sempre de Paris. E' rebelde á monogamia. Mas não quero divagar. Destacarei factos. Que, é, no Brasil, por exemplo, que possue o maior numero de opiniões definitivas sobre o maior numero de assumptos? E' o Sr. Carlos de Laet? E' o Sr. Afranio Peixoto? E' o Sr. Oliveira Lima"? Não: é o Sr. Medeiros e Albuquerque. Na Inglaterra é Wells. Nos Estados Unidos é o Dr. Crane. Mas vol que o Estados Unidos. Seus missionarios andam por todo o mundo ensinado a gente a cantar hymnos traduzidos ás pressas do inglez. Seus pregadores dão graças a Deus por não ser esta grande republica corrupta e má como a Europa. E rememoravam, cheios de piedade pelo passado, os tempos do "police verso" e da Santa Inquisição. Entretando, é ás ventas destes castrati intellectuaes e sem o protesto delles, que no Norte, dos Estados Unidos os brancos espingardeam os pretos como si foram suinos bravos e no Sul atam-n' os a arvores, meio-nús, paraqueimal-ol aos ritos de alegria. Bello progresso moral Em Roma, o fim esthetico nutralisava d'algum modo o horror do "police verso". Na reacção catholica, havia o fim religioso, a ancia nobre de guardar a pureza da crença. Ma no mata-negros dos Estados Unidos mola í simplesmente esta: rivalidade economica de raças.

Diante disto, destes, factos, destacados á toa da historia é que eu pergunto: que factos autorisam a suave lenda de progresso e perfectibilidade Há tantos contra como afavor.

Procurar submetter todos os factos átheoria do pogresso, binson é que me parece mui pouco scientifico. Por outro lado não me parece immoral a idéa dos historiadores gregos ( Polybio & Cia) e dos catholico-medievaes de que a marcha humana tão de gosto. De gosto e de fé. Talvez a única attitude que se pudesse estabelecer scientificamente seria a de interpretar os factos da historia como uma série de mudanças.



Fonte: FREYRE, Gilberto. A "História da Civilização" do Sr. Oliveira Lima. Revista do Brasil. São Paulo, n.80, p. 363-371, ago. 1922.

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