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Assinatura de Gilberto Freyre
Livros Publicados em Outros Países  



ORDEM E PROGRESSO
Tradução da introdução de Ludwig Lauerhass, Jr.


É Preciso Retornar Para Casa
Gilberto Freyre e o Passado Brasileiro

O passado desperta muitos acordes e influencia a vida de cada um de nós; e o estudo desta parte é mais do que meramente pesquisar e mexer nos arquivos: é uma aventura da sensibilidade.

G.F. [*]

Do enfant terrible ao ancião venerado, a carreira de Gilberto Freyre tem sido longa, produtiva e controversa. Ele começou a publicar cedo, pela primeira vez em 1922, quando sua tese de mestrado na Universidade de Columbia "Social Life in Brazil in the Middle of the Nineteenth Century" (Vida Social no Brasil nos Meados do Século XIX) apareceu na Hispanic American Historical Review [1]. Ele tinha vinte e dois anos naquela época. Agora, aos oitenta e seis, ele tem a seu crédito mais de cinqüenta livros e centenas de trabalhos de menor extensão. Apenas em língua inglesa, sua bibliografia já ultrapassa os sessenta títulos e seu trabalho foi amplamente traduzido para o Francês, o Alemão, o Italiano, o Espanhol e o Japonês [2]. Em casa, o impacto do trabalho de Freyre sobre a vida intelectual dificilmente pode ser exagerado. Em 1933, a publicação de Casa-Grande & Senzala, o primeiro volume da trilogia que conclui aqui com Ordem e Progresso, chegou como uma revelação e como um choque e rapidamente estabeleceu sua reputação como um dos principais intérpretes do passado no Brasil. A obra despertou controvérsias desde o início. Alguns, como o escritor Jorge Amado, a consideravam como um revolução na ficção, na vida cultural e no desenvolvimento do Brasil [3]. Para outros, tratava-se de uma distorção da história, baseada em uma interpretação da sociedade com excessiva ênfase no aspecto sexual e racial. Foi tanto aclamada como condenada devido a sua metodologia, seu conteúdo altamente detalhado, seu estilo literário e seu viés no tratamento do desenvolvimento social e econômico em detrimento da cronologia política. Com o decorrer do tempo, o que foi considerado como pioneiro ou audacioso nos anos trinta, tornou-se clássico ou obsoleto nos anos 80. Mesmo tendo sido rotulada incorretamente como radical ou reacionária, a obra de Freyre certamente foi inortodoxa e individual.

Junto com Oscar Niemeyer na Arquitetura, Jorge Amado na Ficção, Cândido Portinari nas Artes Plásticas, Heitor Villa-Lobos na Música e Carmem Miranda no Cinema, Gilberto Freyre foi, no exterior, um dos poucos brasileiros de sua geração a obter reconhecimento nos Estados Unidos e na Europa. Aqui, também, a aclamação pública chegou cedo, quando a Universidade de Stanford o convidou como professor visitante quando ele tinha trinta e um anos. Seguiram-se uma longa sucessão de prêmios, títulos honoris causa (Columbia, San Marcos, Coimbra, a Sorbonne, Münster, Essex) e distinções (incluindo o prestigiado Aspen Award). Aos setenta e um anos foi nomeado Honorary Knight Commander of the Order of the British Empire (Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico) pela Rainha Elizabeth II. De maior importância, porém, foram os contatos que ele estabeleceu com intelectuais no exterior e seu interesse nas tendências emergentes sobre a teoria e metodologia em História e nas Ciências Sociais. Primeiro na Escola Americana no Recife, depois como estudante universitário na Universidade de Baylor e, posteriormente, como estudante graduado na Universidade de Columbia, ele foi atraído para os estudiosos americanos e para a esfera de influência de gigantes acadêmicos como o geólogo John Caspar Branner, o sociólogo Franklin Henry Giddings, o historiador Carlton J.H. Hayes e, particularmente, o antropólogo Franz Boas. A nova história, a aplicação de métodos científicos ao estudo da sociedade, idéias sobre difusão cultural, igualdade racial e aculturação - todas atraíram sua atenção, parecendo abordagens úteis para uma melhor compreensão do Brasil. Através do estudo e de suas viagens, Freyre igualmente adquiriu um apreço duradouro pelo pensamento europeu, mostrando uma afinidade especial com os antropólogos franceses, como Roger Bastide, e com os historiadores da escola de Annales [4]. Ele se converteu em um importante canal de via dupla, introduzindo novas correntes acadêmicas no Brasil e difundindo o conhecimento sobre sua pátria no exterior.

A despeito de seu crescente cosmopolitismo intelectual, Freyre conservou um refrescante provincianismo. Quanto mais ele viajava, tanto mais ele sentia a necessidade de retornar para sua "cidade natal", o Recife, capital de Pernambuco no Nordeste do Brasil. Lá ele podia estudar e escrever e alimentar seu espírito a partir do entorno familiar de sua infância, já passada, e do passado histórico íntimo de sua família, sua cidade, sua região. Antes de tudo, Freyre é um escritor regional que, com o passar do tempo, recusava com regularidade compromissos acadêmicos em renomadas universidades em outras partes do Brasil e em outros países, para viver em Apipucos (um bairro do Recife) e para trabalhar no Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, fundado por ele em 1949. Como muitos outros grandes escritores regionais, a exemplo de Thomas Wolfe e William Faulkner nos Estados Unidos, ele atingiu transcendência nacional e universal, mas, ao igual que Faulkner e ao contrário de Wolfe, ele sempre sentiu-se impelido a voltar novamente para casa. Para compreender sua visão do Brasil e do mundo mais amplo luso-tropical - essa variante cultural única que segundo ele os portugueses tinham criado, não apenas no Brasil, mas também em partes da África e da Ásia - é preciso começar pela zona da mata (a região tropical litorânea) de Pernambuco. Pois foi este o cenário, como ele disse, onde inconscientemente começou a sua preparação para transformar-se em historiador, através das perguntas que dirigia à sua avó sobre os "bons velhos tempos" [5].

As linhas mestras do núcleo do trabalho histórico de Freyre evoluíram a partir desta orientação regional para um foco nacional em sua tese de mestrado. Para dar a tônica, ele iniciou com um epígrafe dos escritores franceses, os irmãos Goncourt, no sentido de que a melhor forma de escrever a história é como se fosse uma espécie de romance verdadeiro que deveria retratar a história íntima de um povo. O objetivo auto-declarado ao escrever o ensaio, foi esclarecer para ele mesmo como era realmente o Brasil, saber como as pessoas viviam, o que usavam e como era sua aparência. Ele tentou não elogiar nem culpar, mas apenas experimentar o prazer de compreender a velha ordem social [6]. Muitos dos que leram o ensaio, inclusive o crítico americano H.L. Mencken, estimularam Freyre a expandir seu trabalho para um livro [7]. Foi o que ele fez com uma panorâmica interpretação do passado brasileiro, um empreendimento que consumiria mais de trinta e cinco anos até sua conclusão. Naquilo que se tornaria a trilogia Introdução à História da Sociedade Patriarcal no Brasil, ele passou da investigação do patriarcalismo na sua formação local no Nordeste colonial, tropical - Casa-Grande & Senzala (1933) - para sua decadência rural e adaptação urbana em um nível nacional mais amplo no século que abrange a independência do Brasil, em 1822 - Sobrados e Mucambos (1936) -, até sua desintegração final no período dos cinqüenta anos de transição da escravidão para o trabalho livre e da monarquia para a república, os anos de 1870 até a I Guerra Mundial - Ordem e Progresso (1959) [8].

Em toda sua obra, Freyre prefere realçar as linhas de continuidade subjacentes na cultura brasileira e o papel do Nordeste como berço do que emergiu como realidade nacional inequívoca. Na época do período coberto aqui em Ordem e Progresso, o processo de desenvolvimento histórico tornara-se bastante complexo a partir do declínio da sociedade tradicional, sob o impacto de forças cosmopolitas e modernizantes. Para ele, contudo, é precisamente o legado do passado colonial e imperial que, juntamente com os vestígios dele remanescentes, transcende a natureza em permanente mudança do cenário nacional para dar ao Brasil o que o torna único. Aqui, como nos volumes anteriores, enquanto tenta sintetizar e destilar a essência da experiência histórica do Brasil, Freyre também se empenha em valorizar [9] o passado intelectualmente - para que seja apreciado além de compreendido, para transmitir uma imagem tanto positiva quanto exata da contribuição singular aportada pelo Brasil ao acervo da civilização ocidental. No âmbito deste esforço ele joga o papel duplo de nacionalista e historiador.

Concepções sobre fusão cultural e racial são de importância crucial para o análise histórico de Freyre, sua visão nacionalista e sua teoria social. Dentro da estrutura patriarcal assentada sobre uma economia de plantações, os portugueses, os índios americanos e os negros africanos se misturaram sexual e socialmente de maneira mais estreita que em outros lugares das Américas. O resultado, como ele afirma, conduziu a uma cultura Católica, luso-tropical, mais aberta à miscigenação, que inicialmente desenvolveu uma forma mais suave de escravidão e finalmente um tipo de democracia social que não estava permeada das rígidas barreiras de cor que caracterizaram as relações raciais nos Estados Unidos por tantas décadas. Ele também argumenta que a sociedade era mais aberta a elementos não-ibéricos, europeus do que a maior parte da América Hispânica. Ao contrário de escritores brasileiros anteriores que lamentavam a aparência mestiça de sua sociedade e defendiam políticas de branqueamento e europeização, Freyre considerava esta fusão como a grande força e contribuição da cultura brasileira. Para isso ele utilizou conceitos antropológicos mais modernos sobre autonomia cultural e igualdade racial na sua investigação histórica. Ao mesmo tempo, levando o argumento da democracia social do Brasil ao ponto de exagero, ele estava de fato criando novos mitos nacionais, expondo-se a acusações posteriores de encobrir a história do país com relação às relações raciais. Seja como for, sua contribuição como nacionalista foi formidável. Conforme apontou o historiador Frank Tannnenbaum da Universidade da Columbia, um dos significados mais importantes do trabalho de Freyre foi conseguir mudar a imagem que o Brasil fazia de si mesmo. Ele ajudou a apagar o que tinha sido um complexo de inferioridade nacional; ele deu aos brasileiros o orgulho de ser o que são e uma nova base para a confiança no futuro [10].

Neste volume, Ordem e Progresso, a criação de mitos se rende à análise histórica. Uma variedade de fontes nos capítulos "Políticas e Problemas Sociais" e "Miscigenação", principalmente neste último, revelam as opiniões contraditórias sobre o racismo nutridas por muitos brasileiros que viveram durante o período em estudo. Muitos achavam que os negros eram inferiores, se não racialmente, pelo menos socialmente. Enquanto outros se diziam pessoalmente livres de preconceito racial, atribuíam algum grau de estigma social à mistura de raças, afirmando que não se mostrariam satisfeitos se um familiar próximo chegasse a casar com uma pessoa de cor. É verdade que a abolição definitiva da escravidão ampliou as possibilidades para a democracia étnica e existem exemplos de negros e mulatos que atingiram altas posições na sociedade. O exemplo principal, embora ele mesmo talvez não tenha interpretado o seu reconhecimento neste sentido, foi o renomado escritor Machado de Assis, que atuou como presidente-fundador da Academia Brasileira de Letras. Não obstante tudo isso, os problemas de discriminação permaneceram e o poder político continuou nas mãos de brancos, tanto no Brasil da República como no do Império.

Em um sentido mais amplo, Freyre traça um quadro vivo da sociedade brasileira na sua complexidade cada vez maior nos idos da virada do século. Aqui ele teve de enfrentar um conjunto mais amplo de temas do que em volumes anteriores. Ele trata de novas forças econômicas, como a indústria; a mudança do sistema político; o deslocamento do equilíbrio regional, da predominância do Nordeste para o Sudeste; e novos padrões demográficos e educacionais. O panorama é mais vasto, porém o amor de Freyre pelo detalhe permanece. Listas de palavras estrangeiras de uso cotidiano substituem aquelas de origem índio e africano; descreve-se o ritmo mais rápido da vida nas avenidas, nos cafés, nas lojas, nos teatros ao invés da rotina mais estática da fazenda; e, na Arquitetura, constata-se o triunfo de estilos oriundos da França sobre a tradicional aparência portuguesa da Casa Grande colonial. Comerciantes, profissionais liberais, políticos, oficiais militares e intelectuais, não os plantadores e seus escravos, formam a nova dramatis personae. Ainda de forma mais caleidoscópica que nos volumes anteriores, Freyre oferece um retrato maravilhoso do espírito da época e, apesar de sua maior maturidade como escritor e historiados, ele conserva um entusiasmo igualmente forte por seus assuntos.

Ordem e Progresso é também mais complexo quanto à sua metodologia assim como mais pessoal na sua abordagem. Além da riqueza de fontes documentais do tipo das usadas anteriormente, Freyre criou testemunhos pessoais adicionais reunindo entrevistas de 183 brasileiros que viveram nessa época. A amostragem foi realizada de modo a representar diferentes regiões geográficas, gêneros, idades, níveis educacionais e ocupações [11]. Desta forma ele pôde colher respostas a questões específicas históricas ou sócio-antropológicas - como por exemplo opiniões sobre miscigenação - de todos os entrevistados. Esta interação pessoal direta entre o autor e suas fontes naturalmente não foi possível nos volumes anteriores. Em outro nível, também, o trabalho era intensamente pessoal para Freyre. Ele trata da época em que nasceu e sobre a qual tinha ouvido histórias ao longo de toda sua vida, contadas por seus pais, sua avó, seus amigos, outros parentes e empregados. Para ele, estes eram verdadeiramente os "bons velhos tempos." Assim, além de sua inclinação para a nostalgia do passado histórico houve um envolvimento pessoal e uma habilidade que favoreceram ainda mais a concretização de seu ideal de história íntima. Sob muitos pontos de vista, este interesse pessoal contribui para fazer de Ordem e Progresso o melhor trabalho de Freyre e certamente um encerramento forte e apropriado para sua trilogia sobre o patriarcalismo no passado do Brasil, incluindo suas idéias sobre sua extensão para o presente e o futuro.

Regional na sua inspiração, nacionalista na sua intenção, intimista na seleção e no tratamento dos detalhes, habilmente elaborada, metodologicamente audaciosa e convidativamente pessoal, a obra histórica de Freyre, especialmente os volumes de sua trilogia, representam sua maior contribuição para o conhecimento e as letras no Brasil. Não obstante sua formação em Sociologia e Antropologia, seus trabalhos nestas áreas, enquanto restritos a essas disciplinas, são menos significativos. Freyre, todavia, é difícil de ser classificado no sentido de disciplinas; seu melhor trabalho é multidisciplinar. Refletindo certa vez sobre Casa-Grande & Senzala, o historiador francês Lucien Febvre se perguntava: É este o livro de um historiador ou de um sociólogo? Sua conclusão foi, que não interessava; era o livro de um homem sobre o ser humano [12]. Frank Tannenbaum mais tarde acrescentou que era o trabalho de um importante e criativo estudioso, pensador e artista literário [13]. Talvez a descrição de Freyre de si mesmo como "humanista científico" seja a mais apropriada [14], já que implica a fusão do método científico recentemente aplicado à análise sócio-histórica com a abordagem beletrística mais antiga do pensador tradicional, o tipo de pensador não-profissional e crítico social que tinha prevalecido no Brasil até a geração de Freyre. Neste sentido, Freyre foi tanto um continuador do antigo e um precursor do novo, uma figura central e transicional cujo trabalho conservará sua importância e seu encanto de forma duradoura [15]. Seus estudos históricos são valiosos, portanto, não só pela interpretação e descrição do passado, como também pelas revelações sobre a vida intelectual contemporânea no Brasil.

Graças ao interesse duradouro de Alfred e Blanche Knopf, os primeiros a aproximar Casa-Grande & Senzala, Sobrados e Mucambos e Ordem e Progresso de um público que lê Inglês, e à University of California Press (Editora da Universidade da Califórnia) que acaba de relançar todos os três volumes nesta edição de bolso, a obra histórica principal de Freyre está novamente disponível para leitores que gostariam de dividir o prazer do autor em compreender a velha ordem social. Ao procederem assim, eles chegarão a ter uma apreciação mais profunda do Brasil atual, a ver algo do que está atrás de seu dinamismo, sua auto-imagem positiva, seus problemas e sua confiança no futuro. O leitor estrangeiro poderá, igualmente, ampliar sua perspectiva do Brasil através de outras obras agora disponíveis em Inglês. Clássicos como Os Sertões de Euclides da Cunha [16] e os romances de Machado de Assis, por exemplo, contribuem para complementar a visão de Freyre do desenvolvimento do Brasil na virada do século. Felizmente, uma produção cada vez maior de autores brasileiro é lançada em Inglês a cada ano, trazendo assim para uma platéia maior obras que anteriormente poderiam ter permanecido "enterradas" no idioma português. Visto a extensa citação de fontes em notas e bibliografias suplementares, o volume de Freyre também serve como guia para estudos posteriores sobre o Brasil [17].

Gilberto Freyre continua a estudar, a escrever, a proferir palestras, a viajar ocasionalmente e a usufruir da vida em sua residência de Apipucos, nas proximidades do Recife. Seu último livro é de fato um esboço sobre este bairro. Lá ele mora com sua esposa na Casa-Grande, rodeado de livros, lembranças e memórias, sua coleção de bengalas e retratos de família. Ele comemora o fato de que Apipucos tenha sido capaz de resistir às mais desastrosas investidas da urbanização e que as pessoas lá ainda possam dedicar-se às boas coisas da vida - a música, a festa de São João como é comemorada no interior, o Natal, o Ano Novo, a criar galinhas e plantar jasmim. As típicas casas brasileiras permanecem lá, não há crimes violentos, mansões de novos ricos, nem drogarias e lanchonetes, ou miséria. Lá, os moradores mais idosos como ele mesmo, de mais de oitenta anos, podem passar o tempo admirando as flores e saboreando as mangas e os cajús de seus quintais [18], como se estivessem esperando tornar-se parte do passado brasileiro que Freyre amou e compreendeu tão bem.

Los Angeles
Ludwig Lauerhass, Jr.
Setembro de 1986


Notas

Epígrafe: The Masters and the Slaves (Casa-Grande & Senzala), 2ª edição em idioma inglês (Nova Iorque: Alfred A. Knopf, 1956), p. xliv. [voltar]

1. "Social Life in Brazil in the Middle of the Nineteenth Century", Hispanic American Historical Review, 5, no. 4 (novembro, 1922), págs. 597-630. [voltar]

2. Ainda não foi publicada uma bibliografia abrangente sobre Freyre. A melhor, até o momento, que exclui artigos de revistas e jornais, encontra-se em Gilberto Freyre, Obra Escolhida, Bibliografia de Edson Nery da Fonseca (Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1977), págs. 1047-1087. Ver também "Gilberto Freyre em língua inglesa", Ciência e Trópico, 11, no. 2 (julho-dezembro, 1983), págs. 273-282. [voltar]

3. Jorge Amado, 'Casa Grande e senzala' e a revolução cultural", em Gilberto Freyre: sua ciência, sua filosofia, sua arte (Rio de Janeiro: José Olympio, 1962), p. 31. Os outros artigos desta coletânea oferecem uma variedade de avaliações de suas contribuições, escritas em comemoração do vigésimo quinto aniversário de Casa-Grande & Senzala. Com relação às respostas de Freyre a seus críticos, veja seu "Preface to the Second English-Language Edition" (Prefácio à Segunda Edição em Língua Inglesa) de The Masters and the Slaves (Casa-Grande & Senzala), págs. xviii-xxviii, lviii-lxx. [voltar]

4. Detalhes da biografia de Freyre podem ser encontrados na Fundação Getúlio Vargas, Centro de Pesquisas e Documentação de História Contemporânea do Brasil, Dicionário histórico-biográfico brasileiro, 1930-1983 ([Rio de Janeiro]: Forense-Universitária, [1984], vol. 2, págs. 1370-1372; e Edson Nery da Fonseca, "Cronologia da vida e da obra", em Gilberto Freyre, Obra escolhida, págs. 40-66. A "Escola Annales" refere-se a um grupo de historiadores franceses que enfatizaram a importância da história econômica e social e tentaram recriar o ambiente da vida cotidiana no passado. Entre seus membros encontram-se Marc Bloch, Lucien Febvre e Fernand Braudel, e boa parte de seu trabalho foi publicado no jornal Annales: Economies, sociétés, civilisations. [voltar]

5. "Social Life in Brazil", p. 597. [voltar]

6. Ibid. [voltar]

7. Freyre, "Preface to the Second English-Language Edition", p. xlix. [voltar]

8. As primeiras edições em Inglês, todas publicadas por Alfred ª Knopf em Nova Iorque, foram publicadas em 1946, 1963 e 1970, respectivamente. [voltar]

9. O termo valorizar e valorização é freqüentemente usado por Freyre e outros autores brasileiros com o significado geral de aumentar o valor de alguma coisa. Seu uso provém dos vários planos de valorização impostos pelo governo brasileiro a partir do início do século vinte para sustentar preços mais altos do café. [voltar]

10. "Introduction" (Introdução) a Gilberto Freyre, The Mansions and the Shanties (Sobrados e Mucambos) (Nova Iorque: Alfred A. Knopf, 1968), p. xi.[voltar]

11. Os testemunhos foram fortemente editados para sua inclusão na edição de língua inglesa publicada por Knopf e a lista biográfica completa dos 183 entrevistados foi totalmente omitida. Para este fim, ver Gilberto Freyre, Ordem e Progresso, vol. 1 (Rio de Janeiro: José Olympio, 1959), págs. lxxxvi-cxvii. [voltar]

12. "Un grand livre sur le Brésil" (Um grande livro sobre o Brasil), Annales: Economies, sociétes, civilisations, 8, no. 3 (julho-setembro, 1953), págs. 409-410.[voltar]

13. "Introduction", The Mansions and the Shanties, p. ix.[voltar]

14. "Preface to the English-Language Edition", Order and Progress (New York: Alfred A. Knopf, 1970), p. xxvii.[voltar]

15. Boa parte da obra de Freyre é regularmente reeditada no Brasil e no exterior. Apenas Casa-Grande & Senzala já teve mais de vinte e cinco edições e impressões, tornando este um dos livros mais populares no Brasil de todos os tempos. Para crianças foi lançada até uma versão ilustrada, Casa-Grande & Senzala em quadrinhos (Rio de Janeiro: Ed. Brasil-América, 1981). [voltar]

16. Euclides da Cunha, Rebellion in the Backlands (Chicago: University of Chicago Press, 1944). Esta obra, como Casa-Grande & Senzala, foi traduzida por Samuel Putnam que considera Os Sertões "o maior livro do Brasil" (p. iii). [voltar]

17. As edições brasileiras são até mais completas e de maior utilidade neste sentido. [voltar]

18. Apipucos, que há num nome? (Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 1983), p. 82. [voltar]



Fonte: LAUERHASS JR., Ludwig In: FREYRE, Gilberto. Order and Progress: Brazil from monarchy to republic. Berkeley: University of California Press, 1986. 422p.

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